Nero

 
A Public Garden with People Walking in the Rain for  Vincent van Gogh

A Public Garden with People Walking in the Rain for Vincent van Gogh

O corte em uma despedida
Dispersa cambaleante pela rua
Alegando a penúria de um divórcio
Tão desastroso como seu primeiro amor

O teu Éden plácido
Era uma maratona do placebo
Derramado as margens do leito
Escorrido para os lábios de seus habitantes

E eu o que sou?
Em dúvida, sobra-me ser
Como ofício narrador
Contando prosas prosódicas azulejadas

Sem gênero e desbotado
Como pecado primário
Seria pernoitado por algozes
Gorando simpatias inocentes

Apaixona-se por mãos bélicas
Hão de dividir-se entre o vão e o metal
Alegando produtividade na dissecação
De insetos púrpuras e pálidos inseticidas

Feras reinam na rinha
Por mil noites, são amantes velados
Sem juízo, ao lado do juizados
Corruptível impávido e com pavio curto, sim senhor!

A lágrima era um cisco
Ciscando entre a glória do espírito santo
E o ódio mundano abençoado na panela Paulicéia
Praticando querubins caídos em cálidos verbetes possessivos

Franquear a ilha, ainda junto dos senhores lobos
Por menores que sejam seus confetes, eles ferem
Apropriada faca ao bicho vertical-totem-pacificação
Anjos e demônios, o amor e o desfiladeiro presos na fresta de teus dentes…

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